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Empresa tecnológica do setor alimentar reduz desperdício a nível global com tecnologia de Cloud

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Empresa tecnológica do setor alimentar reduz desperdício a nível global com tecnologia de Cloud

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Vitor Calil Silva 7 minutos Partilha

"Há sempre espaço para melhorar, para fazer mais, e para reduzir o desperdício alimentar." É isto que nos diz Alexander Aagreen, Chief Technical Officer do Grupo LMK. Esta empresa, que se foca na redução de resíduos alimentares, criou uma infraestrutura mais eficiente com o Microsoft Azure. Descubra como aqui.

A LMK (https://lmkgroup.se/) é um grupo nórdico que fornece, diariamente, uma enorme variedade de refeições à porta dos seus clientes. Esta empresa assumiu a missão pioneira de reduzir o desperdício alimentar a nível global e impulsionar a sustentabilidade em todo o setor de retalho alimentar. Para tal, a LMK tem vindo a utilizar a tecnologia de Cloud para otimizar os seus processos, fornecer opções personalizadas aos seus clientes e, ainda, tornar-se uma empresa totalmente baseada em dados.

"O nosso serviço é intrinsecamente sobre a redução de resíduos alimentares. Essa tem sido sempre uma parte essencial do que fazemos". Alexander Aagreen, Chief Technical Officer do Grupo LMK - anteriormente conhecido como Godtlevert -, fala sobre a missão de sustentabilidade que está na base das operações da empresa nórdica de tecnologia alimentar.

"Hoje, caminhamos para atingir menos de 1% de resíduos alimentares, o que é incrivelmente baixo para o setor de retalho alimentar", continua Aagreen. "Comparando com uma mercearia convencional, apostaria que devem ter cerca de 15-20% de desperdício alimentar, o que é uma enorme diferença".

Desde que a LMK foi criada que tem procurado distinguir-se dos retalhistas alimentares tradicionais, agindo de forma diferente. "Não se trata necessariamente apenas da tecnologia", diz Aagreen. "É a forma como o nosso serviço tem sido construído, a forma como os processos são feitos, a forma como fazemos a logística upstream. O foco está sempre em ter uma estratégia central para erradicar o desperdício alimentar".

Esta estratégia - e as infraestruturas organizacionais e tecnológicas que a tornaram possível - levou a um enorme sucesso para o Grupo LMK que, em pouco mais de uma década, passou de startup a empresa cotada na NASDAQ, que reúne várias empresas líderes na distribuição de alimentos de todos os países nórdicos.

"O que conseguimos fazer não foi apenas sorte", diz Aagreen. "É o reflexo das prioridades e valores que sempre nos guiaram como empresa, e dos processos que pusemos em prática".

E, embora a “grande estrela” da empresa tenha sido o compromisso firme de reduzir o desperdício alimentar, a iniciativa chave que tem apoiado este impulso tem sido a transição da infraestrutura central da LMK para a Cloud, apoiada pelo parceiro da Microsoft, a Syone (https://www.syone.com/).

"A parceria com a Syone permitiu-nos começar a construir a nossa própria tecnologia, o que proporcionou um fantástico retorno do investimento, além de nos permitir continuar a prosseguir as nossas principais prioridades estratégicas", diz ele.

Trazer comida localmente cultivada diretamente para a sua mesa

A LMK cresceu e tornou-se num fenómeno nos países nórdicos. Fundada em 2008 e com o objetivo de simplificar a vida quotidiana, a empresa oferece uma grande variedade de refeições que são entregues à porta dos seus clientes. Operando na Suécia, Noruega e Dinamarca sob marcas como Godtlevert e Adams Matkasse, o Grupo LMK entregou cerca de 1,74 milhões de kits de refeições às famílias dos seus mercados no ano de 2020.

"O nosso serviço é muito apreciado porque elimina o incómodo de escolher o que se vai comer todos os dias", diz Aagreen. Fornece aos clientes da LMK kits que incluem tudo o que precisam para preparar refeições saborosas e nutricionalmente ricas, a partir de alimentos de alta qualidade cultivados localmente.

"Ao contornar as tradicionais cadeias de retalho alimentar, não só tiramos cerca de 20% das margens, como também podemos trabalhar com produtores e agricultores locais que habitualmente não obteriam um espaço nas prateleiras das mercearias tradicionais", explica Aagreen. "Assim, levamos os alimentos produzidos localmente, combinamo-los com grandes receitas, e entregamo-los diretamente à sua mesa."

"E, ainda, com os nossos esforços para reduzir o desperdício alimentar, torna-se uma proposta extremamente apelativa aos nossos clientes".

É fácil perceber porque é que o modelo de negócio da LMK tem sido tão bem-sucedido. Mas, como sempre, com o sucesso vem um aumento da procura, assim como o surgimento de serviços concorrentes. Em 2016 tornou-se claro que a infraestrutura existente na LMK não era suficiente para acomodar o crescimento incessante da empresa.

"Todas as vendas em e-commerce estavam a realizar-se através de uma solução pronta, que não estava preparada nem construída para embargar subscrições" afirma Aagreen. "O problema é que os kits de refeição são muito complexos. Basicamente, trata-se de planear o reabastecimento da empresa, prevendo as necessidades do início ao fim: desde a configuração de produtos e receitas, até a logística e entrega do último pedido."

"Até então, todos esses dados eram efetivamente geridos em Excel. Nessa altura, fazíamos algo como 16.000 encomendas por semana, com distribuição a 75% da região nórdica, todas geridas pelo Excel".

Foi então que a Syone, parceira da Microsoft, uma tecnológica portuguesa que implementa sistemas e presta serviços de TI na esfera de nearshore, propôs uma solução: migrar para o Microsoft Azure.

Criar uma infraestrutura mais eficiente e escalável com o Microsoft Azure

"Na entrega de alimentos, não nos podemos dar ao luxo de ter falhas ou interrupções", diz Aagreen. "A forma como a cadeia logística é construída pode implicar a perda de lucros muito rapidamente". Especialmente em comparação com outras empresas de e-commerce. Se o seu sofá chegar dentro de dois dias, em vez de um, ótimo! Com a entrega de alimentos, temos um espaço de tempo muito restrito e curto para agir. Se falhar, já foi!".

"Exatamente", concorda Tiago Fonseca, Diretor Comercial da Syone. "E há também um enorme risco de reputação em jogo. Se as pessoas encomendam comida e esta não é entregue, o cliente pode esquecer uma vez, mas definitivamente não se esquecerá duas vezes".

Quando a Syone (https://www.syone.com/) começou a trabalhar com a LMK em 2016, encontrou a empresa a funcionar numa plataforma que Tiago Fonseca diz "não minimizar os custos nem maximizar a produtividade".

"Foi muito stressante para a equipa que trabalhava com a LMK", diz ele. "Às vezes recebíamos chamadas às 6h da manhã a dizer que os cálculos das encomendas não estavam a terminar a tempo. Inicialmente, o nosso apoio foi focado em ajudar a LMK a afastar-se dos processos de constrangimento que tinham no local. Depois, após alguns workshops e avaliações, propusemos um novo modelo construído sobre o Microsoft Azure."

"Para vos dar uma ideia da transformação, este processo na altura estava a demorar 16 horas", disse Tiago Fonseca. "E, após a entrega inicial no Microsoft Azure e com algum código bem desenvolvido, estávamos a levar 4 minutos para calcular as encomendas. Portanto, sim, foi uma enorme melhoria."

"Neste momento, está a demorar uma a duas horas, mas isso é porque a empresa cresceu muito desde essa altura", diz Tiago Fonseca.

"Sim, passámos de servir 35 milhões de euros para cerca de 140 milhões de euros hoje em dia", diz Aagreen. "E vamos acrescentar mais 17 milhões de euros para a Dinamarca agora em Setembro".

"Existem websites que fazem comparações de referência do desempenho dos websites de e-commerce em todo o setor. Os valores de referência colocam o nosso site 60% mais rápido do que o concorrente médio", acrescenta Fonseca, orgulhosamente.

O caminho para se tornar uma empresa tecnológica do ramo alimentar com Microsoft Azure

"Penso que tivemos sorte por termos começado a usar o Microsoft Azure de uma forma muito escavável", diz Aagreen. "Se compararmos o Microsoft Azure da era de 2015 com o que é hoje, houve um enorme desenvolvimento. No início, estávamos apenas a aproveitar as Máquinas Virtuais. Nessa altura não havia gestão API, por isso construímos a nossa.”

"Mas agora estamos a utilizar soluções prontas de Microsoft Azure, desde diferentes produtos de segurança à nossa gestão API, passando pela execução dos nossos próprios "paths", com serviços de aplicação e de análise. Tem sido um caminho fantástico, desde a simples utilização da infraestrutura até à possibilidade de avançar de forma rápida, passando pela utilização de muitas das tecnologias centrais que a Microsoft está a fornecer como produtos".

É algo que a equipa da LMK também aprecia, especialmente do ponto de vista da segurança. "É ótimo ter estas soluções out-of-the-box da Apure", diz Fredrik Gabrielsen, líder da plataforma nórdica do Grupo LMK.

"Permitem tudo, desde a proteção DDoS até à data masking na base de dados que assegura que as pessoas só veem as informações relativas aos clientes que deveriam ver", diz Gabrielsen. "Todas essas características de segurança são tão facilmente aplicáveis dentro da plataforma que acrescentá-las não é algo que se precise de pensar - elas estão apenas lá, diretamente out of the box".

Para Aagreen, a capacidade de personalizar a experiência do cliente é, talvez, o maior ganho para a empresa. "Passámos de ter um modelo de produto onde existiam 20 variações diferentes, para oferecer 2,1 milhões de combinações numa das nossas marcas, o que significa que já não é humanamente possível processar esse tipo de informação.

"A empresa cresceu e tornou-se mais tecnológica, distinguindo-se no ramo alimentar com a personalização e flexibilidade que é agora uma parte essencial da oferta de produtos em todos os nossos mercados. E isso não seria possível sem o Microsoft Azure".

Um caminho de melhoria contínua

As características de personalização que a LMK está a conseguir não são ao acaso - fazem parte da estratégia a longo prazo para se tornar uma empresa orientada para a tecnologia e para os dados. "Uma das decisões que tomámos em 2016 foi trabalhar numa cultura de desenvolvimento e entrega contínua que iria evoluir e aparecer com novos impactos anos mais tarde", explica Fonseca.

É uma estratégia que continua a dar frutos para a LMK, com características de previsão agora emergentes que estão a criar melhores experiências para os clientes.

"O nosso processo de previsão é muito impulsionado por modelos de machine learning", diz Aagreen. "E acabámos de lançar uma ferramenta de recomendação, que classifica os pratos que aparecem no topo para cada cliente. Estas recomendações já não são selecionadas pelos chefs de cozinha, mas sim por algoritmos de machine learning. É uma melhoria bastante significativa, substituindo um processo manual que está em vigor desde os primeiros anos da empresa por inteligência artificial e algoritmos".

Mas talvez o impacto mais profundo desta tecnologia de previsão esteja a ser sentido pelos agricultores e produtores de alimentos com os quais a LMK trabalha.

"Neste momento, somos capazes de fornecer aos nossos produtores previsões muito precisas, com 10 semanas de antecedência, para que não precisem de cultivar o que acabarão por não utilizar, como fariam se trabalhassem com um retalhista alimentar mais tradicional", diz Aagreen. "Por isso estamos a ajudar os nossos fornecedores a serem muito mais rigorosos e exatos com os alimentos que produzem, não lhes pedindo que produzam coisas que não podem vender, e assim reduzindo ainda mais o desperdício alimentar".

É apenas a mais recente inovação, para se tornar uma empresa tecnológica alimentar completamente baseada em dados. "Estamos definitivamente a dar largos passos em frente", diz Aagreen. "Mas penso que é um caminho que provavelmente nunca mais vai acabar. É assim que encaramos a questão. Há sempre espaço para melhorar, para fazer mais, e para reduzir o desperdício alimentar."

Artigo revisto por Vitor Calil Silva, Marketing Manager na Syone,

e escrito por Microsoft Norway e Syone.

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