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Trabalho híbrido para a capacitação e bem-estar das pessoas

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Trabalho híbrido para a capacitação e bem-estar das pessoas

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Elisabete Chaves 5 minutos Partilha

Estamos perante um novo paradigma de trabalho, e o mesmo deve ser pensado para o aumento da produtividade e diferenciação das organizações, tendo em consideração a melhoria da qualidade de vida das pessoas. Quais serão, então, as três tendências que devem marcar o futuro do trabalho? Descubra aqui.

Têm sido inúmeras as discussões sobre o futuro do trabalho, e é certo que o último ano trouxe grandes desafios para as empresas no que diz respeito à adoção e adaptação a novos modelos de trabalho. Impulsionada pela pandemia, a transição digital possibilitou a integração das novas tecnologias no trabalho quotidiano de cada um, em grande parte dos setores. Tornou-se inevitável pensar no futuro do trabalho sem as tecnologias que o capacitaram durante este período tão desafiante.  

Foram explorados novos modelos de trabalho, que rapidamente se revelaram cheios de oportunidades e vantagens para colaboradores e empresas, bem como novas ferramentas que se integram agora tão facilmente na nossa rotina. O teletrabalho, na maioria dos casos imposto pelo confinamento, trouxe novas oportunidades para além do impacto positivo que se revelou ao nível da redução das emissões de CO2. Contudo, inevitavelmente, criou barreiras a aspetos que na nossa cultura são fundamentais, como o fator da proximidade. Já os modelos de trabalho flexíveis parecem ser os mais consensuais entre as organizações, dado que permitem um equilíbrio entre a produtividade e o bem-estar dos colaboradores, sem perder oportunidades de proximidade e relação entre as pessoas.

A verdade é que tecnologia e meios não faltam para assegurar a produtividade num modelo de trabalho híbrido que garanta a comunicação, colaboração entre as equipas e a segurança dos dados, interna e externamente. Entre os demais exemplos, o Microsoft Teams, enquanto solução de comunicação unificada e de colaboração; ou a Power Platform, como plataforma agile de suporte à inovação e digitalização dos processos de negócio, são soluções tecnológicas que podem colmatar necessidades e beneficiar a atividade dos colaboradores. 

Sabemos que estamos perante um novo paradigma, que as necessidades mudaram e que o colaborador experienciou novas formas de trabalho - além de alterações na sua forma de operar que incluem, por exemplo, o aumento da autonomia, uma nova forma de se relacionar com os colegas e com a empresa, e também novas responsabilidades na gestão de tudo isto. E certamente existem mudanças e processos que vieram para ficar, como as deslocações para reuniões que se tornaram cada vez mais desnecessárias, ou as novas formas de cooperação entre as equipas que permitem uma maior flexibilidade.

Na Unipartner, o nosso propósito enquanto organização prende-se com criar impacto positivo na vida das pessoas através da inovação digital, enquanto promovemos a sustentabilidade, responsabilidade social e o bem-estar.

Ainda assim, acreditamos que existem três tendências que podem marcar o futuro do trabalho:

TENDÊNCIA 1: Modelo híbrido e foco no well-being no futuro do trabalho

Nos tempos que correm, de constantes e céleres mudanças, estagnar num modelo laboral não deve ser opção. É importante que as empresas continuem a explorar novos modelos, que os testem e que os adaptem, encontrando o melhor equilíbrio possível entre as necessidades do negócio e a flexibilidade valorizada pelos colaboradores. Embora a vertente da tecnologia esteja assegurada, o bem-estar dos colaboradores é, cada vez mais, um motivo de preocupação dentro das organizações. Tal como o modo de trabalhar evoluiu, também as exigências dos colaboradores mudaram. Falamos agora de novos desafios que estão diretamente associados à experiência dos colaboradores, com um foco cada vez mais evidente no well-being.

Cabe agora aos líderes empresariais criar as condições necessárias para acompanhar estes avanços e aumentar a capacidade de reter talento, seja através de modelos de trabalho novos e flexíveis, seja através de programas de well-being que, na sua maioria, incluem o acompanhamento emocional e físico dos colaboradores; ou pela aposta na modernização dos locais de trabalho, promovendo assim que as idas ao escritório sejam mais intencionais e possam promover interação, inovação e criatividade.

Neste processo é preciso nunca deixar para trás a ligação entre as pessoas e das pessoas com a organização. Apenas as organizações realmente diferenciadas vão apostar seriamente em melhorar a experiência dos seus colaboradores, e procurar cimentar o vínculo com a organização de forma sólida, que permita um constante reinventar tendo em vista a melhoria contínua e a excelência na relação com o seu maior ativo, as pessoas.

TENDÊNCIA 2: A capacitação das pessoas como forma de garantir o futuro do trabalho  

Na era da transformação digital, muitos foram os receios em torno da extinção de postos de trabalho. É um facto que a inovação nas empresas, através da adoção de tecnologias disruptivas, representa um aumento de produtividade e resulta na minimização do erro. A automatização de processos, por exemplo, traz inúmeras vantagens a todos os departamentos e a realidade é que as possibilidades de automação estão a ficar cada vez mais sofisticadas, colocando outras inovações no caminho da transformação digital. 

A IDC prevê que, já em 2022, 65% do PIB global esteja digitalizado, ou seja, a maioria dos produtos e serviços terão como base um modelo de entrega digital.

Mas se por um lado a tecnologia eliminou alguns empregos, por outro fez surgir novas profissões e novos departamentos para suprir as necessidades atuais ligadas à tecnologia, à produtividade e ao bem-estar das pessoas dentro das organizações. A verdade é que a tecnologia não substitui as pessoas. Continua a ser necessária a intervenção humana (especializada) a operar os sistemas e a trazer a mais valia de interação e ligação empática, fundamental para o sucesso na relação com os colaboradores.

Contudo, apenas será possível acompanharmos os avanços tecnológicos e o nível de especialização que exigem se estendermos o potencial de modernização que temos hoje em dia aos colaboradores e à restante sociedade. O acesso e os recursos de que dispomos enquanto organizações permitem-nos, de facto, investir na capacitação e requalificação das pessoas. Apenas conseguiremos acompanhar o mercado e tornarmo-nos mais competitivos se incluirmos todas as pessoas no processo de modernização das nossas organizações, permitindo-lhes evoluir nas suas carreiras ou mudar de percurso, conforme o caso.

TENDÊNCIA 3: Flexibilidade, a “chave” para reter talento

Flexibilidade, agilidade e produtividade são as palavras de ordem no futuro do trabalho. A maioria dos estudos mais recentes sobre o futuro do trabalho menciona a flexibilidade como nova tendência do próximo normal.  A atração dos melhores candidatos requer uma abordagem transparente, imparcial e que coloque as pessoas em primeiro lugar.

Torna-se, assim, obrigação das organizações investir em meios tecnológicos e inovadores que permitam impulsionar e suportar a flexibilidade no/do posto de trabalho. Usufruir das ferramentas tecnológicas que permitem que numerosos processos físicos, demorados ou morosos, se tornem absolutamente digitais e significativamente mais autónomos, dará aos colaboradores mais espaço e tempo para se focarem em tarefas realmente indispensáveis, fazendo com que se sintam mais eficientes, menos assoberbados e, consequentemente, mais produtivos.

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Posto isto, a novidade não é que estamos perante um novo paradigma de trabalho, mas que o mesmo deve ser pensado para o aumento da produtividade e diferenciação das organizações, tendo em consideração a melhoria da qualidade de vida das pessoas. À medida que as empresas tiveram de se adaptar a este novo contexto, também as exigências dos colaboradores mudaram. A flexibilidade será, seguramente, um fator de competitividade entre as empresas e decisivo para uma grande parte das pessoas que procurem uma organização para trabalhar. 

Elisabete Chaves

Human Resources Director na Unipartner

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